Paraíso Perdido

May 31, 2018

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Título original:Paraíso Perdido
Ano de produção:2017
Gêneros:Drama, Musical
Duração:1h 50min
Nacionalidade:Brasil
Direção:Monique Gardenberg
Elenco:Lee Taylor, Jaloo, Júlio Andrade

Sinopse do filme

Sem lançar filmes desde Ó, Paí Ó, Monique Gardenberg retorna com uma obra caprichada que conjuga as reflexões sobre passado e comunidade exploradas em seus principais longas e o notório talento no comando de performances musicais. Diretora de shows e DVDs de nomes como Caetano Veloso, Marina Lima, Roberto Carlos e Ana Carolina, a cineasta conta história(s) cujo núcleo é uma casa noturna comandada por figura vivida por ninguém mais, ninguém menos que Erasmo Carlos, o Tremendão.

Como o classudo cinema apresentado aqui por Monique, o espaço chamado Paraíso Perdido não parece ter semelhantes facilmente encontráveis no mundo real. O povoam diferentes gerações de um clã sentimental, unidas contra homofobia, violência doméstica e racismo. São defensores do perdão, adeptos do diálogo e estrelas de shows diários que têm como repertório músicas "rasga coração" que só tias assumem que adoravam, perfeitas para destruir o clima alegre de qualquer karaokê.

Uma grande família, da qual o espectador se aproxima pela vivência de Odair (Lee Taylor). Policial civil, ele é convidado por Teylor (Seu Jorge) para seu show e entra no "redemoinho" para nunca sair. Observador e solícito, vai montando um quebra-cabeça que acaba tendo ele próprio como uma das peças mais importantes. Homem que não sorri, Odair divide o protagonismo com o otimismo jovial de Ímã (um carismático Jaloo, ótima revelação), caçula dos artistas, que sobe ao palco travestido, mas no dia a dia se porta como um rapaz gay, o que desestabiliza um admirador pouco confortável com o que deseja.

É interessante a pluralidade de males (infelizmente) corriqueiros dentro de casa e nas ruas que o filme consegue abordar através do ofuscamento dos limites entre público e privado por parte da passionalidade dos herdeiros de José (Erasmo Carlos). Sem se embananar com os temas, que vão de violência policial ao estabelecimento de um trisal, Monique ainda consegue costurar tudo em torno da maternidade. "Todo homem precisa de uma mãe", canta Zeca Veloso no hit "Todo Homem", e sem os atos de Nádia (Malu Galli) e Eva (Hermila Guedes) de fato não haveria o que ser contado.

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